Fotos - parte III

setembro - 23 - 2008

Terceira parte da viagem, voltando pra casa.

Fotos - parte II

setembro - 17 - 2008

Segunda parte da viagem Salvador - Canudos - Paulo Afonso.
Nessa parte da viagem, nós saímos do município de Canudos e fizemos um off road até Jeremoabo.
40º à 30km/h… ê buraqueira.

4 coisas que eu tentei fazer

setembro - 16 - 2008

… e ai a gente resolveu fazer um blog.  Fiquei com a parte da fotografia. Lembro ter pensado “me dei bemâ€, viajo, tiro uns retratos e fico relaxando esperando a próxima viagem. Mas os caras disseram que eu tenho que escrever sobre fotografia também. Putz!

Comecei a pesquisar blogs para ter  idéia dos textos publicados. Li vários posts com dicas, “10 coisas que devem conter em um blogâ€, “10 dicas para postar corretamenteâ€, “10 coisas que você nunca deve fazer na blogosfera†ou “boiolosfera†como vi no Ato ou Efeito. Nele encontrei a única dica que realmente me ajudou para esse post, crie tópicos do tipo “10 coisas que eu fazia antes de ser blogueiro†– aconselha. E isso explicou todos os outros blogs que eu tinha lido.

O assunto é fotografia então vou escrever sobre as 4 coisas que eu tentei fazer nesta aqui. Porque eu só tentei quatro, desculpa!


COR

A primeira coisa que se observa em uma foto é a cor, se ela é colorida ou P&B, essas coisas… Vamos começar por ai.

Aprendi no ginásio sobre cores complementares, lembra disso? Azul x amarelo, verde x rosa? Enfim, tirei a foto um ponto mais escura para tentar aumentar o contraste e ganhar um azul celeste no topo à direita e laranja na parte inferior à esquerda, elas são complementares.

Isso me lembra um grande amigo meu do ginásio, ele é daltônico e pode querer ler o post, se vocês me permitem vou tentar facilitar as coisas para ele.


LINHAS

A leitura ocidental começa da esquerda para a direita e de cima para baixo, é assim que lemos as fotos também, pelo menos eu leio assim, alguém ai é árabe? Alguém?… alguém?…

O olhar continua seguindo nesse sentido quando é guiado por uma linha diagonal formada pela cerca até o ponto de foco, próximo a terceira estaca, ou pelo menos deveria está lá.

O ponto de foco coincide com 2 pontos da regra dos terços, uma regrinha pra tornar a foto legal.


REGRA DOS TERÇOS

Alguém com muita coisa pra fazer na vida traçou duas linhas na horizontal e dividiu uma imagem em três partes iguais, fez a mesma coisa na vertical e descobriu que quando os  objetos são colocados em um dos quatro pontos criados pelas intercessões das linhas, as imagens se tornam mais harmônicas, essa é a regra dos terços.

Legal mesmo seria se eu tivesse conseguido colocar o final da cerca no primeiro ponto, não deu. Mas, arranjei uma desculpa para ela ficar onde está.


PROPORÇÂO ÃUREA

A proporção áurea ou número de ouro ou número áureo ou ainda proporção dourada é uma constante real algébrica irracional denotada pela letra grega (phi) e com o valor arredondado a três casas decimais de 1,618. (Wikipedia.org – Proporção Ãurea) Ficou claro?

Resumindo, é uma regra que os caras do renascimento usavam em suas obras.

A maior parta do retângulo é proporcional a menor em uma razão de 1,618. Essa proporção é muito encontrada  na natureza “pode ser encontrado na proporção em conchas (o nautilus, por exemplo), seres humanos (o tamanho das falanges, ossos dos dedos, por exemplo), até na relação dos machos e fêmeas de qualquer colméia do mundo, e em inúmeros outros exemplos que envolvem a ordem do crescimento.†(Wikipedia.org – Proporção Ãurea).

Essa proporção é encontrada em várias obras de arte também, como: Homem Vitruviano de Leonardo Da Vinci, O Nascimento de Vênus de Botticelli, Ilíada de Homero, a 5ª Sinfonia de Beethoven, o diretor Sergei Eisenstein se utilizou do número no filme O Encouraçado Potemkin… está em todos os lugares, na verdade, parece uma grande conspiração para dominar o mundo.

Atualmente, dizem, ainda é muito usada em nosso dia-a-dia, a razão entre o comprimento e a largura de um Cartão de Crédito, alguns livros, jornais, uma foto revelada, entre outros.

A idéia na foto era fazer com que o olhar fosse guiado de volta ao inicio da diagonal, para isso o final da cerca ficou no ponto em que a espiral termina,  funcionou? Pelo menos foi isso que eu tentei fazer.

PS. O retângulo foi invertido na foto para homenagear os nossos amigos no Oriente Médio.

Abraço,

Ricardo

“Um bom fotografo precisa apenas de uma lente 50mm e um bom par de pernasâ€

Tá, já me disseram para eu nunca começar um texto parafraseando alguém, mas foi primeira coisa que passou em minha cabeça quando percebi que minha lente havia quebrado. Mentira, essa foi a segunda coisa, a primeira foi “P&%&*! Que P#*%*?#!!!â€.

O falecimento aconteceu por partes, o primeiro órgão a parar foi o auto-focus, mas tudo bem, quem precisa de auto-focus? (alguém com 1.0 de miopia, talvez?!)

Nesse ponto da viagem estávamos saindo de Feira de Santana e um mundo de campos e morros se apresentava, tudo tão amplo que meus olhos não enquadravam. Para isso, saquei minha lente míope, coloquei na posição grande angular e… e… nada! A coitada perdeu mais uma função, o zoom. Agora éramos eu, minha câmera, uma lente sem foco que só funcionava na posição 50mm e um monte de lágrimas.

Só para ilustrar a situação, uma lente 50mm é equivalente mais ou menos a visão de um olho humano, aproximadamente 60º, bem menor que o ângulo dos dois olhos, que por sua vez é menor do que minha lente deveria proporcionar. Poderia descrever todas as propriedades ópticas da lente, mas isso não mudaria o fato de que eu estava caolho diante de um horizonte perfeito.

Voltando a frase, que atribuíram a Cartier-Bresson, não sou bom fotografo (mas chego lá), minhas pernas não são lá essas coisas (e não vão mudar). Pelo menos tinha a bendita 50mm.

Todo o processo fotográfico foi invertido na minha cabeça, antes de enquadrar eu tinha que pensar no corte que a foto teria, o que mudava também a exposição caso fosse cortar as nuvens. E o foco… ficou guardado na minha gaveta com sua armação flutuante em um estojo muito bonito escrito “Ótica Ernesto†junto com um monte de coisa que eu deveria usar, mas simplesmente não uso.

Foram três dias de um divertido desafio. Para cada foto panorâmica que perdia, ganhava uma com um novo enquadramento que provavelmente não teria percebido se tudo tivesse nos conformes. E, durante todo esse tempo, ficava com medo que a lente parasse de funcionar de vez, o que ocorreu quando já estávamos em Salvador, mais precisamente na Av. ACM (Bate na madeira).

Hoje faço parte da comunidade “Vejo as coisas por um ângulo diferenteâ€.

Espero que gostem do resultado.

Ricardo