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Quando eu ainda era da 6ª série, no agora inexistente Colégio Drummond, em Salvador, foi realizado um trabalho escolar que tinha Feira de Santana como tema. Nada aprendi sobre a cidade na ocasião. E agora, quase dez anos depois, continuo ignorando praticamente tudo o que lhe respeita. Sei apenas, da época do vestibular, que o municÃpio fica situado no agreste baiano, região intermédia entre a Zona da Mata e o sertão, apresentando caracterÃsticas também medianas de vegetação e de clima. Além disso, recordo algumas palavras-chave: BR-324, observatório, Iguatemi, Feiraguai(!), micareta, “Princesa do Sertãoâ€. Acho que só: peças de informação soltas, desconexas.
Das raras vezes em que viajo (Raras! Oh, lástima! Oxalá pegue eu muita estrada ainda nesta vida!), apenas passo por Feira de Santana. Nunca fiquei para uma devassa. Embora os feirenses, os que conheço, empreguem à voz um tom caçoÃsta sempre que se referem ao “tédio†da cidade natal, tenho vontade de conhecer suas ruas, avenidas e praças, os pontos principais, um pouco da rotina e da gente de lá. Pessoalmente, acho impossÃvel que não tenham nada para mostrar, nada do que se orgulhem. Afinal estamos falando da 2ª maior cidade da Bahia, 31ª do paÃs.
Aà vão algumas informações sobre Feira, pescadas desse oceano de dados (incertos) que é a internet (para, quando perguntarem, você não dizer que só tem “peças de informação desconexasâ€):
A Cidade Comercial de Feira de Santana – desde 1938, apenas Feira de Santana – foi elevada à categoria de cidade em 16 de junho de 1873, 54 anos depois de tornar-se um povoado. Segundo a sua história, nasceu de um território desmembrado do municÃpio de Cachoeirinha, a Fazenda Sant’Anna dos Olhos D’Ãgua. Por ali, passavam tropeiros, viajantes e boiadas vindos do alto sertão baiano e de outros Estados, demandando o porto da Vila de Cachoeira (ou Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira do Paraguaçu! Ufa!). Com o movimento, o comércio de gado foi-se firmando na região, e prosperou; tanto que o Imperador D. Pedro II visitou as suas famosas feiras.
Entre legÃtimos e adotados, FS tem hoje 571.997 filhos (segundo estimativa feita em 2007) distribuÃdos por seus mais de 80 bairros e 8 distritos, que totalizam uma área de 1.339km² (Salvador tem 706.799km²).
Distante da capital 108km, Feira é cortada por três rodovias federais (BRs 324, 116 e 101) e quatro estaduais (BAs 52, 502, 503 e 504), sendo o maior entroncamento rodoviário do Norte e Nordeste. A posição privilegiada permite a convergência de pessoas, mercadorias e grana para o municÃpio. Conquanto sejam suas atividades econômicas bastante diversas, o comércio – uma vocação ancestral – ainda é o setor que, juntamente com o de serviços, mais emprega. Mas, os setores primário e secundário também estão presentes em Feira. Só a atividade industrial responde por cerca de 40% do ICMS arrecadado pelo municÃpio (o comércio arrecada mais de 50%). Este ano, Feira de Santana já rendeu ao Estado, em ICMS, R$ 229.852.921,23, perfazendo uma média/mês de R$ 28.731.615,15 entre janeiro e agosto (os números eu retirei do site oficial da SEFAZ, somei e dividi, para obter o total e a média do recolhimento). Há, no Centro Industrial do Subaé, 24 diferentes ramos de atividade econômica, que vão desde a manufatura de alimentos e calçados até a metalurgia e a quÃmica. Recentemente, uma fábrica da Nestlé entrou em funcionamento no CIS, e já se encontra em processo de expansão.
(Nós passamos por ela, mas, nem a câmera de Ricardo nem a filmadora de Henrique registraram o momento. Foi Fabinho quem salvou com a sua “Canon PowerShot A 430â€. DevÃamos era ter parado para uma excursão! Imagine: chocolates, biscoitos, Chandelle…Humm! Tudo o que não presta: cuidado, gente, que, hoje em dia, comer também mata, viu?!)
A agropecuária teve sua importância em relação à s outras atividades econômicas diminuÃda a partir da década de 70, com a vinda do setor industrial e conseqüente urbanização do municÃpio (a maior parte da população feirense é, hoje, urbana).
Feira de Santana conta com uma universidade própria, a UEFS, que mantém 27 cursos de graduação, um corpo discente de mais de 9 mil alunos, museus etc. etc., além do Observatório Astronômico Antares, fundado em 1971.
Um dos museus que mais despertou a minha curiosidade, quando das pesquisas para escrever “um pouco†sobre FS, foi o MAC – Museu de Arte Cotemporânea. O MAC, instalado no antigo prédio do Museu Regional de Feira de Santana (criado por Assis Chateaubriand e cujo acervo foi transferido, em 1995, para o Centro Universitário de Cultura e Arte da UEFS) é o primeiro museu high-tech do Norte-Nordeste: através da internet, o visitante pode acessar os acervos dos principais museus do planeta.
Além disso, há para se conhecer em Feira o Mercado de Arte Popular e, claro, o/a Feiraguai (que não consta do site oficial da prefeitura), onde você encontra o que de melhor se “importa†dos hermanos paraguaios. (Eu tenho uma amiga que todo final de semana voltava de lá com um relógio diferente.)
Feira de Santana também tem as suas festas tÃpicas populares, como a micareta (primeiro carnaval fora de época do Brasil), o São João de São José (Hã?), o São Pedro em Humildes, o Festival do Violeiro, a Corrida de Jegues (Essa é em novembro! Dá pra conferir, hein?!), os folguedos da Festa de Sant’Anna, enfim. Quem quiser bater uma carne-de-sol ou aquela maniçoba, mesmo que esteja só de passagem, a Princesa está a espera! E piscando o olho!
Thácio Faria.
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(Estas informações, como outras tantas do blog, foram selecionadas a partir da internet e, claro, a realidade do municÃpio pode ser muito mais desbotada do que sugerem as cores da imaginação alimentada por todos esses dados. Além do mais, não abordei os problemas que, certamente, existem na cidade. O que não impede ninguém que esteja disposto a se arriscar pela BR-324 de ir lá e tirar as suas próprias conclusões. Eu, de minha parte, espero conhecer Feira tão logo suja a oportunidade, suas virtudes e suas mazelas. Vou até sugerir que o Projeto Fuga faça um breve pouso dá próxima vez que por lá passarmos. AH! E qualquer “peça de informação†desencontrada, por favor, nos comunique para que a correção seja feita, quando for o caso. Obrigado!)
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“Já que desejas, porém, viajar, faze-o como uma experiência para dentro, descobrindo o mundo Ãntimo profundo, e aà fruirás da plenitude que nunca se acabaráâ€.
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(Da obra do feirense Divaldo Franco: Momentos de Coragem. Ditado pelo EspÃrito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: LEAL, 1988.)
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